Cultivo de Goiaba Parte 3

Adubação

Calagem

Aplicar o calcário na quantidade indicada pela análise química do solo.

Adubação de plantio e pós-plantio

No que diz respeito à adubação da goiabeira, dispõe-se de poucos resultados de pesquisa realizada no Brasil e em outros países no sentido de estabelecer as verdadeiras necessidades nutricionais dessa cultura.

Em sendo considerada a goiabeira uma planta rústica, tolerante à acidez e pouco exigente em termos de solo, para a obtenção de resultados econômicos satisfatórios em pomares comerciais, é necessário atender adequadamente as exigências da planta.

Tendo em vista que o melhoramento genético tem dado origem a goiabeiras cada vez mais produtivas, porém mais exigentes em termos nutricionais, desenvolveu-se uma série de ensaios de campo, buscando avaliar os efeitos da adubação nitrogenada e potássica sobre a cultura.

Para goiabeiras com 3 anos de idade, os teores foliares de N considerados adequados foram 2,35% ( V.Rica) e 2,15% (V.Paluma) em análise foliares, enquanto que para o K, os valores foram 1,9% (V.Rica) e 1,54% (V.Paluma).

Para solos com baixa fertilidade natural, como ocorre em geral com as áreas tropicais e, considerando-se plantas com 3 anos de idade, a aplicação de 422g N/planta foi suficiente para garantir uma produção de 90% da máxima possível.

Um sistema de adubação eficiente é o de fertirrigação, que leva nutrientes às plantas através da água.

·          Adubação de Plantio:

Em cada cova, devem ser aplicados: 20 litros de esterco de curral; 100g de P2O5 (=500g superfosfato simples) 1000g de calcário dolomítico; 50g de FTE (micronutrientes); 140g de sulfato de amônia; 20g de cloreto de potássio.

·          Adubação de Cobertura:

Recomenda-se três adubações de cobertura com nitrogênio (sulfato de amônia ou uréia) e potássio (cloreto de potássio) por ano. Em lavouras irrigadas, pode-se aplicar o nitrogênio mensalmente e o potássio a cada dois meses.

Sugestões de adubação de cobertura por planta/ano:

PRODUTOS ANO I ANO II ANO III ANO IV
Sulfato de amônio (g) 600 1000 2000 2500
Superfosfato simples (g) 600 1000 1500 1500
Cloreto de potássio (g) 120 200 400 600
Fonte: Pesagro – Rio – Maio-2001.

Em pomares produtivos, recomenda-se a aplicação anual, após a poda de frutificação de esterco de curral bem curtido, aproveitando-se a ocasião para aplicar o adubo fosfatado, os micronutrientes (FTE) e o calcário, que deverão ser aplicados apenas uma vez por ano. Também após a poda de frutificação devem ser aplicados parte do nitrogênio e do potássio, com o objetivo de formar ramos produtivos, vigorosos e em abundância, carregados de botões florais. Depois do desbastes e ensacamento dos frutos, faz-se nova adubação potássica e a nitrogenada visando aumentar o peso e a qualidade dos frutos. Após a colheita, o potássio e o nitrogênio são novamente aplicados com o objetivo de recuperar a planta exaurida pela frutificação.

Manejo de plantas invasoras

A região abaixo da copa deve ser mantida limpa através de capinas manuais periódicas ou aplicação de herbicidas, processo chamado de coroamento.

As entrelinhas e a região entre as plantas não devem ser capinadas, apenas roçadas, o que poderá ser feito com roçadeira mecanizada.

Cultura Intercalar

A prática de intercalar culturas em pomares de goiabeira orientados para a exportação de frutas poderá ser adotada, embora apresente algumas restrições.  A principal condição restritiva diz respeito ao método de irrigação empregado: a consorciação só é possível quando se adota a irrigação por aspersão, que é o sistema menos aconselhável para o cultivo da goiabeira cujos frutos se destinem à exportação. Restará, pois, a consorciação no período das chuvas, uma atividade pouco atraente, dada a irregularidade temporal e espacial das precipitações no Nordeste.

Entre as culturas que podem ser consorciadas com a goiabeira, desde que se use irrigação por aspersão, incluem-se o caupi, o milho, o tomate industrial e a melancia, entre outras.

É importante frisar, entretanto, que em virtude do alto padrão de qualidade exigido pelo mercado importador de frutas frescas, não se aconselha a prática da consorciação nos pomares destinados a produzir goiabas de exportação. Neste caso, os produtores deverão dedicar o máximo de atenção possível ao seu principal empreendimento, a fim de obter frutas dentro dos padrões internacionais exigidos, ou correrão o risco de não alcançar a capacidade necessária para competir em um mercado cada vez mais exigente, do qual são automaticamente excluídos os fruticultores que não apresentarem produtos com as devidas qualificações.

A consorciação poderá e deverá ser incentivada apenas na fase de formação do goiabal, até mesmo como um possível meio de amortizar parte do investimento financeiro realizado ou de agilizar o seu retorno.

Principais pragas da goiabeira

PRAGA PARTE 

AFETADA

CONTROLE 

CULTURAL

CONTROLE 

QUÍMICO

Broca coleobroca Tronco Esmagamento, 

calda bordalesa

Injeção de Carbariy (0,1 %)
Cochonilha de cera Caule Folidol 600 (0,l %)
Psilídios tingídios Folhas Lebaycid 500 (0,1%), folidol 600 (0,1%)
Tripés percevejos Folhas e 

frutos

Ensacamento de frutos Lebaycid 500 (0,1%), folidol 600 (0,1%)
Gorgulho Fruto Ensacamento de frutos Folidol 600 (0,1%)
Mosca-das-frutas Fruto Ensacamento, armadilhas Dipterex (0,3%), Lebaycid (0,1%)
Lagartas aérea Dipel (0,l%)
Fonte: PESAGRO-RIO MAIO-2002

Principais doenças da goiabeira.

DOENÇA PARTE 

AFETADA

CONTROLE
Ferrugem Aérea Poda de arejamento, aplicação de Oxicloreto de Cobre a 0,2% e Folicur a 0,1%, altemadamente.
Verrugose Frutos Oxicloreto de Cobre a 0,2 %
Bacteriose Ramos novos e frutos Oxicloreto de Cobre a 0,2% e eliminação dos ramos afetados.
Fonte: Adaptado de PEREIRA, F.M. Goiabas para industrialização, 1996.

Armazenagem

Armazenar as caixas em ambiente refrigerado a 8°C, com 85 a 90% de umidade relativa. Nestas condições é possível conservar os frutos por até 21 dias. Armazenamentos prolongados com temperaturas inferiores a 8°C ocasionam danos aos frutos – “Chilling”.

As goiabas deverão apresentar as características do cultivar bem definidas, serem sãs, inteiras, limpas e livres de umidade externa anormal.

A goiaba não deve apresentar nenhuma das características abaixo:

a) resíduos de substâncias nocivas à saúde acima dos limites de tolerância admitidos no âmbito do Mercosul;

b) mau estado de conservação, sabor e/ou odor estranho ao produto.

Fonte:http://www.fruticultura.iciag.ufu.br/goiabao.html#_Toc42258444

2 Comentários (+adicionar seu?)

  1. osmar gomes vieira
    set 10, 2012 @ 00:55:49

    eu gostari de receber umas informaçaoes sobre cultiva goiaba

    Responder

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Postagens do Blog

novembro 2010
D S T Q Q S S
« out   dez »
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
282930  

Mais Avaliados

%d blogueiros gostam disto: