Cultivo de Goiaba Parte 2

Preparo do Solo e Plantio

Antes da abertura das covas, geralmente, faz-se uma calagem de acordo com a análise de solo, seguida de aração e gradagem.

O plantio direto também pode ser utilizado, adotando-se espaçamento de 7m x 5m ou 6m x 6m, abrindo-se covas de 60cm x 60cm x 60cm. A camada superior do solo, retirada das covas (até 20 cm de profundidade), acrescentam-se esterco de curral ou esterco de aves e calcário dolomítico. Adubos fosfatados devem ser aplicados apenas na hora do plantio, no mínimo após duas semanas. No ato do plantio, o colo das plantas deve ficar ao nível do terreno, eliminando-se o saco plástico (ou jaca), firmando-se o solo ao redor do torrão. Ao lado de cada muda, deve-se fincar uma estaca de bambu ou outra madeira de l,5m e providenciar o amarrio das mudas. Ao redor da planta, pode ser colocada cobertura morta (capim seco, palha de arroz e outras), deixando apenas 5 a 10 cm ao redor da planta sem cobrir, para evitar que doenças possam atingir o colo da muda pelo excesso de umidade.

Poda da Goiabeira

Existem, basicamente, três tipos de podas em goiabeiras: poda de formação, poda de limpeza e poda de frutificação.

Poda de Formação

É dividida em duas fases: na primeira, deve-se fazer a poda do ramo apical quando o local do corte, à altura de 40 a 60 cm, dependendo da variedade, estiver lenhoso. Nesta fase, a casca tem coloração acastanhada. Na segunda fase, após ramificação abundante ocasionada pela poda apical, escolhem-se de três a cinco ramos bem distribuídos, saindo de pontos diferentes do tronco.

Poda de Limpeza

A poda de limpeza é realizada para eliminar galhos secos, doentes, raquíticos e quebrados. Com isso, garante um aspecto vistoso à planta e facilita outros trabalhos de manejo, além de evitar a contaminação de doenças pela planta.

Poda de Frutificação

Como a goiabeira produz em ramos, em crescimento, a poda de frutificação consiste no encurtamento dos ramos que já produziram, de modo a manter a planta em atividade, pelo estimulo à nova brotação, que devera ser frutífera. Para que isso aconteça, o ramo devera ser podado no comprimento correto. Ramos vigorosos, podados em esporão, resultaram em crescimento vegetativo, enquanto a poda longa de ramos fracos tende a enfraquecer a nova brotação.

A poda pode ser continua ou total. Na poda continua, cada ramo é podado individualmente a cada repasse do pomar, quando é realizado o encurtamento dos ramos produtivos primários cerca de um mês apos a colheita dos últimos frutos para que produzam uma segunda safra, de forma que cada planta produza continuadamente ao longo de todo o ano.

É importante que se de ao ramo esse período de repouso de pelo menos trinta dias, par que haja acumulo de reservas, tanto nutritivas quanto hormonais, necessárias a uma brotação e frutificação adequada.

Na poda total, todos os ramos são podados de uma só vez, de forma que a produção ocorra ao mesmo tempo. Essa poda deve ser feita em duas etapas. Na primeira é deixado um ramo pulmão por planta, para a finalidade de manter a transpiração, assegurando a uniformidade da brotação e a produção de maior número de ramos frutíferos. Na segunda com inicio da brotação resultante da primeira poda, é feita a poda do ramo pulmão.

Em lavouras irrigadas, a época de poda define a época de colheita, sendo possível planejar a safra para qualquer mês do ano (6 a 7 meses após a poda ocorre a maturação dos frutos).

Na execução da poda de frutificação, podem-se adotar certas regras úteis, por estabelecerem uma seqüência lógica para a operação:

–   Remova os ramos quebrados, mortos, e doentes;

–   Remova os ramos “ladrões”;

–   Remova os ramos que, por estarem encostados, se atritam com o movimento da planta;

–   Remova os ramos que crescem em direção ao centro da planta ou que cruzam na copa;

–   Remova os ramos que crescem para baixo, pois, geralmente são improdutivos;

–   Execute a poda dos ramos remanescentes com o objetivo de manter o equilíbrio entre as funções reprodutivas e vegetativas da planta, baseando, dentro dos limites do possível, realçá-las ao máximo.

Nos pomares destinados à produção de goiabas de mesa, após as operações anteriormente relacionadas, devem-se submeter os ramos remanescentes a uma poda de encurtamento. Este encurtamento, que depende do vigor dos ramos, é realizado em ramos normais deixando de 2 a 3 pares de folhas. A intensa brotação que ocorre após a poda, deve ser reduzida através de sucessivas desbrotas, deixando-se em média dois brotos, em posições distintas, por ramos podado. Os frutos que se desenvolvem nestes brotos devem ser desbastados, quando apresentam de 2 a 3cm de diâmetro, deixando-se em média 2 frutos por broto.

Com o objetivo de se obter uma sobre-colheita que irá prolongar o período de safra, muitos produtores costumam despontar estes ramos deixando no mínimo 6 pares de folhas acima dos frutos. Deste desponte, que possibilita nova brotação na extremidade dos ramos, deixa-se apenas dois brotos localizados em posições opostas por ramo, para que frutifiquem.

Durante todo o período de crescimento da brotação devem ser feitas sucessivas desbrotas para reduzir os ramos em excesso e manter o centro da copa aberto, a fim de assegurar adequada penetração de ar e luz no interior da planta, garantindo assim a sua sanidade e a qualidade de sua produção.

Tanto o desbaste como o encurtamento são praticas importantes na formação e manejo da goiabeira. O encurtamento é mais importante na fase de formação, tendo por finalidade obtenção de uma copa bem formada, enquanto o desbaste favorece a produção de ramos frutíferos e a sua manutenção em boas condições. A medida que a planta vai ficando mais velha, há maior necessidade de mais desbaste e menos encurtamento.

Entre outras formas de supressão de ramos ou de suas partes os mais importantes são:

– Desponte: é o encurtamento praticado em verde, sobre a extremidade do ramo novo. Sua prática diminui o vigor da planta.

– Desbrota: é a intervenção que se faz em verde, para eliminar ramos supérfluos e concorrentes.

– Poda em coroa: é o encurtamento total do ramo, que fica reduzido à “coroa”, que é a porção mais grossa existente em sua base e onde existe um cordão de gemas.

– Poda em esporão: é o encurtamento deixando-se apenas a base do ramo, geralmente com duas ou três gemas, ou com quatro a seis centímetros de comprimento.

– Poda em vara: é o encurtamento em que se deixa o ramo com um número maior de gemas, em geral com 10 a 20 cm de comprimento.

Desbaste e o Ensacamento dos Frutos

Em pomares exclusivos de goiaba de mesa o desbaste de frutos é obrigatório para a obtenção de frutos grandes com ótimo aspecto.

O desbaste deve ser feito quando os frutos apresentarem de 2 a 3cm de diâmetro, deixando-se de 2 a 3 frutos por ramo. Em plantas adultas são deixados entre 600 a 800 frutos. Durante a operação de desbaste devem ser retirados os restos do cálice floral existentes na base dos frutos, para melhorar o seu aspecto.

Nos mais tecnificados pomares, os frutos remanescentes são protegidos por sacos de papel manteiga com dimensões usuais de 15x12cm. Estes sacos são presos no pedúnculo do fruto ou no ramo que o sustenta, sendo no ramo mais aconselhável.

Vantagens do ensacamento:

– Melhora o aspecto do fruto, que quando maduro apresenta a casca uniforme completamente sem manchas;

-É o mais eficiente método de controle da mosca das frutas, do gorgulho e de eventuais ataques do besouro amarelo e;

-Permite a colheita de frutos sem resíduos tóxicos na casca.

Cuidados a serem observados na poda

– Os cortes deverão ser sempre lisos e inclinados, para facilitar a cicatrização e evitar o acumulo de água na sua superfície.

– Deve-se utilizar tesoura com lamina devidamente afiada e serrotes bem travados;

– O desbaste de ramo deve ser feito com corte bem rente a sua base, sem danificar a “coroa” de gemas ai existentes.

– Os encurtamentos deverão ser feitos 2cm acima de uma gema, de forma a favorecer a brotação da mesma.

Cuidados após a poda

– Fazer a aplicação de uma pasta ou uma calda de um fungicida a base de cobre nas partes feridas para evitar a invasão de organismos causadores de doenças e podridões.

– Nos pomares submetidos a poda total, recomenda-se a sua pulverização imediatamente após o termino da operação com calda sulfocálcica, na diluição de um litro de calda para 8 litros de água.

Fonte: http://www.fruticultura.iciag.ufu.br/goiabao.html#_Toc42258444

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