Plantio Direto

Plantio Direto é a semeadura, na qual a semente é colocada no solo não revolvido (sem prévia aração ou gradagem), usando-se semeadeiras especiais. Uma vez adotado o Plantio Direto, ele não deve ser utilizado intercalado com arado, grade niveladora ou grade aradora. A manutenção de restos de culturas comerciais (ex. trigo, milho) ou adubos verdes (ex. aveia, milheto) na superfície do solo é importantíssimo para o sucesso do plantio direto. A superfície deve ficar totalmente coberta com palha. Implementos sulcadores (ex. escarificador) podem ser utilizados para quebrar eventuais camadas de solo compactadas. No solo onde se passa o arado e depois a grade leve niveladora várias vezes, diz-se que o solo está sob Plantio Convencional.

O solo arado fica livre de plantas daninhas, mas ao mesmo tempo ele fica livre de qualquer cobertura vegetal. Em uma região tropical, onde se tem chuvas fortes e concentradas num período do ano, essa situação é ideal para a ocorrência da erosão. No Plantio Direto, com o uso de herbicidas e uma semeadora específica, é possível semear milho, soja, feijão, etc., sem necessidade de preparar o solo, ou seja, sem aração e gradagem.

Para se ter uma idéia do procedimento, na época de plantio o agricultor aplica um herbicida e espera que as plantas que ocupam a área sequem. Com o auxílio de um trator, um rolo-faca ou uma roçadeira é passada na área para espalhar a palha seca. Em seguida, com uma semeadora de Plantio Direto, semeia-se determinada cultura “rasgando-se” em linha a palha que cobre o terreno e depositando a semente e adubo no pequeno sulco. Grande parte do terreno fica coberto de palha (cobertura morta) e protegido da erosão, pois, se houver uma chuva forte, o impacto da gota da chuva será amortecido pela palha antes de atingir a superfície do solo.

Muitos agricultores que plantam milho, soja, trigo, feijão e arroz estão adotando o Plantio Direto, não apenas por isso, mas também, por ser um pouco mais rentável que o Plantio Convencional, por que:

– Devido à existência de palha cobrindo o solo, há melhor retenção de umidade havendo maiores rendimentos em anos secos. Cada propriedade agrícola (em alguns casos, cada gleba na propriedade rural) é um caso, ou seja, cuidado com as generalizações típicas dos famosos “pacotes tecnológicos”. O agricultor deve adquirir uma semeadeira de Plantio Direto e se informar sempre sobre o sistema que, pelo fato de se tratar de semear sem prévio revolvimento do solo, exigirá profundo conhecimento sobre o emprego de processos integrados de controle de plantas daninhas e manejo da palha. Evitar implantar em solos mal drenados;

– Normalmente, devido aos longos anos sob Plantio Convencional, onde a aração sempre é feita a uma mesma profundidade (18-20 cm), surge, nessa profundidade o que se chama de “pé-de-arado. Esta camada impede o crescimento radicular da planta em profundidade, fato que prejudica a mesma, uma vez que ela precisa desenvolver e aprofundar o seu sistema radicular para chegar à umidade do solo mais profundo. Desta forma, a planta poderá sobreviver a uma situação de estiagem prolongada ou a um veranico. Deve-se fazer a correção da acidez do solo e a neutralização do alumínio trocável constatados pela análise do solo. Deve-se conhecer quais são as espécies de plantas daninhas existentes na área identificando aquelas que podem oferecer maior dificuldade no controle, devido às características da própria planta ou devido à intensidade de infestação. A colhedeira deve ter um picador e distribuidor de palha. O agricultor deve adotar a rotação de culturas. A rotação de culturas implica em introduzir a adubação verde no inverno ou verão, intercalada com o plantio da cultura principal, visando formar palha ou cobertura morta (ponto imprescindível!!), que é uma grande arma contra o desencadeamento da erosão e favorece a retenção de água no solo por mais tempo. Os adubos verdes eficientes na formação de palha são, por exemplo, as gramíneas como aveia (Região Sul) e milheto (Região Centro-Oeste). As leguminosas como tremoço (Região Sul) e crotalária (Região Centro-Oeste) antecedendo a principal cultura (ex. milho) podem proporcionar um melhor aproveitamento do nitrogênio pelo milho (gramíneas em geral) . No esquema de rotação de culturas deve-se procurar combinar plantas de adubos verdes de diferentes famílias (ex. gramíneas e leguminosas) com a cultura, garantindo assim melhores resultados.

Veja também: Adubação Verde, Rotação de Culturas

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Postagens do Blog

janeiro 2011
D S T Q Q S S
« dez   fev »
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031  

Mais Avaliados

%d blogueiros gostam disto: