Cobertura Viva do Solo em Pomares

O consórcio de leguminosas perenes com fruteiras auxilia no aumento da produtividade agrícola. Além disso, o uso de plantas de cobertura pode reduzir o tempo necessário à colheita, trazendo maiores lucros aos agricultores. No entanto, apesar dos efeitos benéficos propiciados pelas coberturas vivas, em algumas condições pode ocorrer competição entre elas. Por isso nem todas as combinações são positivas.

A utilização de cobertura viva no solo dos pomares ainda contribui para manter a umidade no solo, evitar erosões, perca de solo, infestação de plantas daninhas e pragas atraídas por elas, além de fornecer matéria orgânica para o solo.

As leguminosas se destacam no papel por possuírem a capacidade de reter o nitrogênio no solo e terem folhas que demoram mais tempo para se decompor, devido suas características físicas.

O plantio das leguminosas perenes deve ser feito no início da estação chuvosa, permitindo  o crescimento e a cobertura rápida do solo. Para algumas espécies que possuem sementes duras, é fundamental a quebra de dormência para uma boa germinação. A inoculação das sementes aumenta a capacidade de fixar nitrogênio do ar por essas plantas. No momento do plantio, deve ser feita uma mistura do inoculante com as sementes, adicionando-se uma pequena quantidade de água. Essa mistura é agitada num saco plástico, devendo-se fazer o plantio no mesmo dia.

A adoção da prática de cobertura viva requer alguns cuidados para apresentar resultados satisfatórios. A poda ou roçada da espécie forrageira deve ser monitorada e feita com muito cuidado, caso contrário ela pode competir com a cultura cultivada e interferir diretamente na produtividade e cansequentemente no lucro do produtor.

Durante o período em que a frutífera está “dormindo” (fase em que a planta descansa), as podas de controle da cobertura verde devem ser espaçadas, no intuito de fornecer condições para que ela desenvolva o sistema radicular e sua parte aérea. Quando o período de descanso das frutíferas acabar, a poda de controle da cobertura viva deve ser retomada, lembrando que nesta fase o coroamento das plantas também deve ser feito.

É de fundamental importância para o produtor observar quais as características físico-químicas e biológicas do solo da sua região, os aspectos climáticos e os resultados esperados com a implantação de um sistema de cobertura viva em sua propriedade, uma vez que existem várias espécies que podem ser utilizadas para tal finalidade. O produtor deve, com a ajuda de um Técnico Agrícola ou de um Engenheiro agrônomo, estudar qual variedade irá se adaptar melhor as estes critérios e só então fazer a aquisição das sementes, que devem ser de qualidade e provinda de uma fonte de confiança.

Em fim, esta é uma prática que vem ganhando espaço nos pomares brasileiros e apresentado resultados satisfatórios. Para quem nunca ouviu falar sobre o assunto ou conhece e está em dúvida, aconselho um experimento, com certeza não vai se decepcionar, os resultados positivos são visíveis.

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